A educação e a competitividade do país. Recentemente, o Fórum Econômico Mundial divulgou o Índice de Competitividade Global 2011, no qual o Brasil aparece na posição 58, em um ranking com 142 países. O documento é uma análise do empresariado em relação a 12 pilares, reunidos em três grandes grupos: requisitos básicos (que engloba instituições, infraestrutura, ambiente macroeconômico, saúde e educação primária); propulsores de eficiência (educação superior e treinamento, eficiência do mercado de bens, eficiência no mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado financeiro, tamanho do mercado e prontidão tecnológica); e sofisticação empresarial e inovação.

É sabido que a competitividade é influenciada tanto por fatores internos como externos ao país. Acima de tudo, um ambiente interno favorável auxilia o país a se tornar um “player” global. E não seremos um jogador de nível de seleção exportando somente “commodities”. O déficit nas transações comerciais de base tecnológica no Brasil é enorme, chegando a US$ 84,9 bilhões em 2010, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

No quesito inovação, o Brasil ficou na 42ª posição. Mas o resultado poderia ser bem melhor se investíssemos mais e melhor. As empresas brasileiras aplicam 0,5% de seu faturamento em atividades de P&D.

Educação e treinamento, como demonstra o estudo do FEM, são um dos propulsores da eficiência produtiva, e, nesse ponto, o Brasil está na 58ª posição. A qualidade do sistema educacional brasileiro foi mal-avaliada pelo empresariado, colocando o Brasil em 103º lugar. O que fazer? Há vários levantamentos que indicam o caminho.

A carência de profissionais especializados começa bem antes, já no ensino fundamental, com alunos nada qualificados. No último Programa Internacional de Avaliação de Aluno (Pisa) – que mede a capacidade de leitura e o aprendizado de matemática e ciências dos estudantes de 15 anos de idade em 65 países -, o Brasil ocupa uma vergonhosa 53ª posição. Dos 20 mil alunos que fizeram a prova, 80% estão abaixo do nível de aprendizagem considerado bom ou adequado. A situação do aprendizado de matemática é catastrófica, com 90% dos estudantes abaixo da média entre os países participantes.

A educação deve ser para a vida, principalmente para a vida profissional, em que as empresas precisam ser competitivas num mundo cada vez mais global.

Autor: Ronaldo Gusmão

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