Competir significa conhecer os próprios custos – e os custos de concorrentes – e lutar incansavelmente pela redução de custos, sem macular a qualidade.

Embora as empresas possuam um setor financeiro que acompanha de perto os custos com base nos orçamentos aprovados, a figura do engenheiro de custos e orçamentos é vital para o sucesso dos empreendimentos, pensando-se no aumento de sua competitividade. Ele atua na busca por otimizar os recursos disponíveis e pelo uso racional da disponibilidade de materiais, serviços, pessoas e equipamentos.

Para tal fim, o profissional se utiliza de técnicas e ferramentas necessárias para assegurar maior assertividade nas informações iniciais e o correto monitoramento e tomada de decisões para manter a linha de base de custos inicial.

“Estimar os custos e garantir o cumprimento do orçamento não é tarefa fácil, principalmente no ambiente de projetos atual.” A frase do engenheiro e coordenador da pós-graduação em Engenharia de Custos e Orçamentos do IETEC, Ítalo Coutinho. Para ter sucesso nessa iniciativa, é necessário que o profissional controle o orçamento do empreendimento mesmo antes de seu início.

“Pense na construção de um prédio e nas muitas variáveis envolvidas na sua execução. O profissional precisa fazer um orçamento estruturado. Agindo assim, as chances de sucesso e rentabilidade aumentam muito. É bom lembrar que todo orçamento tem seu grau de imprecisão. Assim, quanto mais informações se consiga levantar maior a precisão do processo de controle de seus custos, pensando-se, sempre, na competitividade de todo o conjunto”, explica o professor.

Competitividade em alta

Um bom exemplo da importância desse controle de custos pensando-se na competitividade do negócio é contada pelo diretor técnico da NBI, empresa de consultoria em engenharia, José Idílio Martins. “Como trabalho com prestação de serviços, gerenciando áreas técnica e comercial, o domínio sobre custos é fator preponderante para uma melhor competitividade. E a competitividade – vista como habilidade para competir – demanda um conjunto de habilidade. E talvez uma das mais importantes destas habilidades está no gerenciamento de custos e orçamentos”, aponta.

Ainda de acordo com José Idílio, o profissional da área está cada dia mais antenado com a realidade dos mercados nos quais atua. “Isto implica conhecer ‘custo Brasil’, custo local, estrutura fiscal e contábil, macroeconomia, análise tributária, escopo, cronograma, logística, dentre outras variáveis. Competir significa conhecer os próprios custos – e os custos de concorrentes – e lutar incansavelmente pela redução de custos, sem macular a qualidade”, analisa.

Minimizar os erros

Outro ponto que o profissional da área precisa controlar diz respeito ao controle e eliminação de fatos não-previstos no orçamento e que podem acarretar em maiores gastos para o empreendimento. Para isso, assegura o professor Ítalo, existem técnicas que podem minimizar tais riscos. “É preciso conhecer o projeto, passando pela função final do empreendimento – um prédio será comercial, residencial, misto? -, além de se estudar o entorno da obra. Estas são ações simples, mas muito importantes para que todos os custos sejam previstos. Deixar uma conta de contingência para possíveis custos extras também é uma boa prática”, assegura.

Na empresa de José Idílio, por exemplo, foram implantadas duas ferramentas visando um maior controle destas potenciais falhas: a atualização permanente dos bancos de dados – com planilhas individuais para produtos e serviços – e o aprofundamento das discussões sobre premissas e ressalvas de clientes, enfatizando carga tributária e aspectos de Saúde, Segurança e Meio Ambiente. “Melhorar a ‘Operação Orçamento’ é um conjunto de ações. E a cada dia que passa temos mais consciência do quanto somos deficientes neste aspecto. Por isso essa nossa preocupação permanente com a melhoria de tais indicadores. Muito ainda há a se fazer, mas o primeiro passo sempre é o mais difícil”, diz.

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