Engenheiro de software. Fase atual da economia demanda conhecimento tecnológico e de gestão\

Dificilmente passamos um dia sem ler a notícia que reincide na afirmação: “Faltam pessoas capacitadas”, seja na construção civil, na indústria automotiva, na gestão de serviços de saúde, em tecnologia da informação, entre vários setores.

O país, com falhas de planejamento, preparo e indicadores que vão do chão ao céu, passa por uma fase de crescimento em vários setores e começa a encarar a falta de recursos humanos preparados para assumir posições estratégicas.

Entre as manifestações que recebemos, o desenvolvimento de software chama a atenção. É interessante notar que em duas áreas importantes da aplicação de software foram notificados eventos muito semelhantes: “Em virtude da falta de pessoas…” haverá problemas no crescimento e atendimento de demanda de software.

Torna-se importante chamar a atenção para a atividade do engenheiro de software. Há quem diga que esse profissional é desnecessário, que as habilidades não se relacionam aos modernos métodos e técnicas. Há aqui dois equívocos graves.


O primeiro é o da formação básica. Ter suas fundamentações teóricas com idade beirando os 50 anos não indica obsolescência, pois sua função, como gestor tecnológico do processo de desenvolvimento, é básica.

Com isso, entender os fundamentos da engenharia é essencial para aquele que produz software, uma vez que ali encontrará a base racional para a proposição de métodos adequados. Então, a formação básica persiste necessária, pois sem ela não é coerente se afirmar “moderno” sem haver uma base segura de conhecimento.

O segundo ponto advém da pressão do mercado. Compreendidas as funções e a formação do engenheiro de software, verifica-se que esse profissional terá condição de montar, adequar e manter o processo, como necessário, com fundamentação, dotado de conhecimento e não produzindo soluções em termos de gestão que sejam apenas aplicáveis a um contexto momentâneo.

O engenheiro de software, segundo as propostas da definição de seu papel estratégico, torna-se um profissional de presença crítica, consciente das questões que envolvem a definição de um processo essencial para organizações que aplicam tecnologia da informação.


Sua instrução constante, partindo dos padrões que permitam compreender a aplicação da tecnologia em ambientes empresariais, faz-se necessária, permitindo que, ao menos em uma daquelas frequentes lacunas em que “falta mão de obra”, nosso cenário seja suprido.

Nesse contexto, a formação que buscamos para o engenheiro de software é a de um profissional que entenda profundamente o desenvolvimento tecnológico, adicionando a competência gerencial de cuidar do crítico processo. Sua formação contempla, portanto, o amplo domínio técnico, somado às capacidades gerenciais que o levarão a compreender os cenários de aplicação do software.

É necessário, portanto, estar atento tanto para o exercício da carreira desse profissional quanto para a evolução constante de seu aprendizado, que se estende além dos conhecimentos de base tecnológica.

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