Informações terminam “na gaveta”.

Pesquisa da consultoria Economist Intelligence Unit (EIU) feita com 586 executivos da América do Norte e Latina, Europa, Ásia e Pacífico comprovou que nem mesmo as maiores empresas do mundo conseguem controlar bem o crescente volume de dados digitais e aproveitá-los para melhorar seus negócios.

A constatação traz à tona uma discussão sobre quais as melhores formas de lidar com a informação, cada dia de mais fácil acesso e, por isso mesmo, de mais complexa análise e aproveitamento. Para a consultora Alexandra Hutner, qualquer negócio, de qualquer área, precisa ser analisado sob esse viés.

“É preciso conhecer a fundo o ramo de atuação – o seu cenário interno e externo – para levar a informação certa para a pessoa certa, de forma correta, no momento e local apropriados; para uma tomada de decisão assertiva”, analisa.


Outro dado do levantamento aponta que 53% das organizações usam apenas metade das informações que colhem em benefício dos negócios. O restante fica perdido ou é subutilizado. O número é alarmante, especialmente diante do grande volume de dados digitais gerados anualmente.

Só para se ter uma ideia, somente no ano passado consumidores e empresas ao redor do mundo armazenaram mais de 13 exabytes de informações em computadores e outros equipamentos. O volume é equivalente a 13 bilhões de pen drives de 1 Gbyte ou mais de 52 mil vezes as informações existentes em toda a biblioteca do Congresso americano. Os dados são da Universidade do Sul da Califórnia (EUA).


“O baixo aproveitamento de informações é surpreendente, especialmente no momento em que vivemos. No entanto, é necessário considerar que boa parte das companhias não está preparada para lidar com tanta informação porque seus próprios processos de negócio ainda são analógicos”, afirma Alexandra Htner.


Segundo a pesquisa, um dos principais problemas diz respeito à velocidade de acesso aos dados corporativos, apontado por metade dos entrevistados. Em suas empresas, a lentidão de obtenção das informações de mercado, concorrentes e de clientes compromete o desempenho imediato dos negócios.


Mais da metade dos executivos de empresas que possuem planos bem estruturados de gestão da informação digital (53%) declararam à pesquisa que seus resultados financeiros superaram o dos concorrentes. Quase um quarto delas entende que a compreensão dos dados digitais nos últimos cinco anos transformou completamente a forma de fazer negócios com seus clientes.


Para Alexandra Htner, a preocupação crescente com a avaliação de dados será responsável por criar um mercado bilionário de softwares de análise de negócios nos próximos cinco anos. “Embora ainda seja difícil precisar, é certo que este será um dos campos que mais crescerão nas próximas décadas”, diz a professora e consultora empresarial, com mais de 10 anos de experiência.

Workshop
Visando permitir uma melhor compreensão da análise de negócios, o Instituto de Educação Tecnológica (Ietec) organiza no próximo dia 30 o lançamento do capítulo mineiro do IIBA (International Institute of Business Analysis). O IIBA é uma associação profissional, sem fins lucrativos, que visa promover o desenvolvimento e a profissionalização da análise de negócios.

Acesse nosso blog para mais artigos.
Clique aqui para mais informações sobre nossos cursos.